Oriente de Goiânia – GO G∴L∴E∴G∴ – Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás

A Loja

História e Tradição da A∴R∴B∴B∴L∴S∴ Mestre Pythágoras nº 127

Fundada no Oriente de Goiânia – GO sob os auspícios da Muito Respeitável Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás (G∴L∴E∴G∴), nossa Oficina dedica-se ao aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual de seus membros, promovendo os ideais sagrados da Ordem Maçônica.

O nascimento de uma ideia

A ideia da fundação de nossa loja surgiu de uma conversa entre nosso estimado irmão Antônio Batista Xavier, que à época cumpria seu segundo mandato como Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás, e o irmão Abdon Junqueira. O Sereníssimo Grão-Mestre lamentava o fato de nossa Grande Loja ainda não ter nenhuma de suas filiadas instalada no Oriente do setor Campinas, nesta capital – e, até hoje, ainda não tem. Essa foi, portanto, a razão principal para a fundação de nossa loja: ela deveria estar localizada naquele setor.

Abdon Junqueira: humildade, talento e serviço

Para compreender a história de nossa loja, é necessário primeiro conhecer um pouco sobre nosso irmão Abdon Junqueira. Pessoa de humildade ímpar, era, em sua época, um dos maçons mais conhecidos, tanto no Oriente de Goiânia quanto no interior do Estado de Goiás – e seu reconhecimento ultrapassava fronteiras. Na época, Abdon possuía uma marcenaria e confeccionou móveis para quase todas as lojas de Goiânia e do interior. Inclusive, os altares que hoje estão em nosso condomínio são os mesmos do antigo Grande Templo Maçônico da Grande Loja de Goiás, doados após um incêndio que destruiu o templo e foram substituídos por novos. Os altares mencionados foram fabricados pelo próprio irmão Abdon Junqueira. Abdon também exportava móveis para Minas Gerais e São Paulo, atendendo tanto Grandes Lojas quanto o Grande Oriente do Brasil.

Os primeiros planos e os irmãos fundadores

Após idealizar a fundação da loja, teve início a troca de ideias entre os irmãos Sylas Porto e Orsenias Moreira Coelho. Dali partiram projetos e o esforço para arregimentar novos irmãos para essa nova e árdua missão: levantar novas colunas. Para se erguer colunas, não basta apenas vontade; é preciso ter consciência do que será edificado – afinal, trata-se de um novo templo, destinado a lapidar a Pedra Bruta que existe em cada obreiro da Arte Real.

Com o tempo, novos irmãos se juntaram para arquitetar os planos de fundação da loja. Entre eles, nosso irmão Glaicon Jovino Coelho, ainda hoje membro ativo. Destacamos, com alegria, valorosos irmãos já iniciados nas lojas do plano superior: Antônio Carvalho, Bruno de Medeiros, Custódio Vieira Rodrigues, Hermínio Carneiro dos Santos, Milton Perez dos Santos e Wilson de Oliveira Campos Junior. Estes, com certeza, zelam pela nossa loja e por todos os seus obreiros.

As reuniões na marcenaria

Um fato curioso, semelhante em alguns aspectos, é que as reuniões para tratar da fundação da loja sempre ocorriam na oficina de marcenaria do irmão Abdon Junqueira – um lugar simples, rústico e acolhedor, onde se traçavam planos com prancha, esquadro e compasso.

Ao longo do tempo, novas pessoas e maçons regulares, além de adormecidos, surgiram em nossas jornadas – uns de forma positiva, outros nem tanto. Alternamos entre períodos de facilidade e de dificuldades, mas permanecemos firmes em nossos projetos e ideais. Por fim, formou-se um grupo coeso, que, de fato, parecia constituir uma equipe diretiva. Assim nasciam alguns líderes que mais tarde se destacariam na loja.

Uma proposta singular e ritualística

A futura loja, segundo seus idealizadores, teria uma proposta diferenciada: seus trabalhos seriam singulares, de modo que todo visitante se sentisse impactado e encantado com a ritualística de elevada qualidade, premissa mantida até os dias de hoje. Por isso, os aprendizes e companheiros são tratados com rigor, pois, como diz o ditado: “é de pequenino que se torce o pepino”.

A escolha do nome Mestre Pythágoras

Definidos os objetivos e metas, era preciso escolher um nome para a nova loja. Diversas sugestões surgiram dos irmãos fundadores. Foi então que apareceu o irmão Lacerda Júnior, também fundador, Mestre Instalado e amigo de longa data de Sylas Porto, vindo do Oriente de São Paulo. Ele sugeriu o nome “Mestre Pythágoras”, inspirando-se na tendência paulista de nomear lojas com grandes pensadores e filósofos antigos. A sugestão foi unanimemente aceita, embora poucos conhecessem, de fato, a vida e obra do patrono. Assim, um trabalho sobre Pythágoras foi elaborado e apresentado em agosto de 1989 pelo irmão Glaicon Jovino Coelho.

Fundação, instalação e os primeiros templos

A loja foi fundada em 30 de junho de 1989 e instalada em 28 de julho do mesmo ano. Inicialmente funcionou nas dependências da Co-irmã Flor de Lis nº 29; logo depois, transferiu-se para a loja Mahatma João Rassi nº 28 e, posteriormente, para o templo da loja Joaquim Mesquita nº 51, onde permaneceu por alguns anos. Após convite do Condomínio Livres Obreiros, ajudamos a levantar suas colunas e permanecemos aqui até hoje.

Crescimento e reforço fraterno

Por muito tempo, nossa loja funcionou com número reduzido de obreiros, já que, no início, não realizava iniciações. Todos os fundadores e filiados eram Mestres Maçons provenientes de diversas lojas. Muitos estavam adormecidos e foram regularizados e filiados à época. Só após algum tempo começamos a realizar iniciações e o crescimento se acelerou.

Depois de enfrentar desafios iniciais, recebemos um reforço significativo com a chegada de irmãos da Co-irmã Cavaleiros da Ordem do Templo nº 85, que vieram somar esforços: Amado Barbosa de Jesus (inativo), Antônio Justiniano Ribeiro (ainda remanescente), Batuíra Eurípedes Rodrigues (hoje no oriente eterno), Beraldo Vieira dos Santos, Geraldo Lima dos Reis, Londorife Flausino da Silva, Luiz Fernando de Melo (estes não mais pertencentes à nossa loja) e Mário Gomes Pacheco (hoje no oriente eterno).

Uma missão que permanece viva

Agora, com a loja justa e perfeita, conhecendo a história de Pythágoras e reconhecendo que o maçom deve ser, antes de tudo, livre e de bons costumes, resta-nos trabalhar na pedra bruta em prol da humanidade. Nunca permitindo que um só grupo lidere todos os irmãos, sempre reconhecendo no outro alguém querido e capaz de produzir o bem neste pequeno orbe, que ora o Grande Arquiteto do Universo nos permitiu trabalhar.

Assim será sempre nossa querida Loja Maçônica Mestre Pythágoras nº 127: simples, altaneira e voluntariosa, voltada ao trabalho em benefício dos necessitados e indefesos.

GLAICON JOVINO COELHO M∴ M∴
CIM∴ 6.302